A inadimplência no Brasil durante a pandemia

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A pandemia causada pelo vírus da Covid-19 impactou diretamente no bolso do brasileiro, causando assim um acúmulo de dívidas sem precedentes no país e o aumento da inadimplência no Brasil durante a pandemia.

Segundo um estudo apresentado pela última edição do Mapa da inadimplência divulgado pelo Serasa, os brasileiros possuem, atualmente, mais de R$ 253 bilhões de dívidas. A pesquisa mostra que a inadimplência também cresceu em número de consumidores, atingindo 63,4 milhões de brasileiros que, juntos, têm 213 milhões de dívidas, com valor médio de R$ 1.189. Os dados indicam que cada um desses consumidores deve, em média, R$ 4.000,60 — mais de três vezes maior ao salário mínimo atual. A pesquisa ainda revela que a média de idade na qual os inadimplentes mais se encontram é entre 26 e 40 anos de idade, resultando em 35,8% e 41 e 60 anos, 34,7%. O gênero masculino se sobrepõe ao feminino em relação à inadimplência. Aproximadamente 50,2% dos devedores são do gênero masculino.

Os setores que apresentaram maior crescimento no acumulado de dívidas são os de bancos, utilities (contas básicas como: água, luz e gás) e varejo.

Os estados com mais inadimplentes são: São Paulo, seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais, colocando o sudeste na ponta do índice de inadimplência.

Um dos levantamentos realizados pela empresa também mostrou que, antes da pandemia, 66,8% das empresas de menor porte costumavam cobrar as dívidas em aberto presencialmente. Agora, as estratégias escolhidas preferencialmente para tentar recuperar a dívida são:

  • Carta ou telefone (52,1%)
  • Plataformas digitais (13,2%)

É fundamental que as empresas invistam em ferramentas eficientes para cobrar os clientes inadimplentes, recuperar o dinheiro parado na mão dos devedores e equilibrar o fluxo de caixa. A Protesto24h é uma plataforma intermediadora que conecta os clientes aos cartórios de protesto, facilitando a cobrança de dívidas em qualquer lugar do Brasil, de forma totalmente digital.

Veja também: O que fazer para reduzir minha inadimplência?

Por que o endividamento e a inadimplência estão crescendo?

As razões para o crescimento desses índices são diversas, sendo destacado o desemprego que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros e tem grande responsabilidade no aumento da inadimplência no Brasil durante a pandemia. Pesquisa realizada pela Serasa indica que três em cada dez brasileiros inadimplentes estão sem trabalho.

Além disso, o aumento substancial no valor de produtos e serviços e a consequente redução do poder de compra dos brasileiros também são dificultadores para manter as contas em dia, bem como a redução de renda sofrida por muitas pessoas devido aos impactos econômicos da Covid-19.

Perspectivas para 2022

A falta de educação financeira e as demais razões que levam os consumidores para uma situação de endividamento ou de inadimplência podem se tornar ainda mais agravantes diante de um cenário econômico desfavorável. O Comitê de Política Monetária decidiu, em sua última reunião de 2021, elevar a taxa Selic para 9,25% ao ano. Além de ser o maior patamar desde julho de 2017, o reajuste consolida um aumento de 7,25% na taxa de juros em 2021, o que representa o maior aumento da história. Além desses pontos, o aumento de preços de produtos associados a necessidades básicas comprometeu grande parte da renda da população o que ocasionou muitas pendências pelo caminho.

Como sair da inadimplência?

A pandemia mostra outras faces no ano de 2022 e ainda coloca muitos consumidores em estado de atenção. A organização financeira se mostra essencial a todo momento. O planejamento deve ser feito na ponta do lápis e as contas prioritárias devem ficar no topo da lista. É fundamental cortar despesas e renegociar dívidas antigas. É um momento delicado para o país, pessoas e empresas, porém, com planejamento, organização, priorização e foco é possível manter as finanças sob controle.

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Escrito por

especialista em marketing, fã de taylor swift, apaixonada por futebol e basquete e leitora viciada em livros de suspense e investigação.

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